O técnico Joel Santana lamentou bastante a não classificação do
Flamengo para as oitavas de final, colocando novamente a culpa em pontos
perdidos contra o Olimpia no Engenhão. O comandante rubro-negro exaltou
os bons momentos da equipe na Libertadores, mas fez questão de lembrar
que é preciso saber jogar a competição. Foi inevitável a Joel comentar
ainda a nova eliminação, depois do vexame em 2008 no mesmo torneio.
— Falar qual o maior momento de alegria ou de dor é difícil. A dor machuca. A gente fica sentido. As coisas são escritas por linhas tortas. Poderíamos ter classificado pelo que nós fizemos — afirmou o treinador, resumindo a campanha: — Não foi boa. Vexaminosa, não. Às vezes nem classifica o melhor. Mas, no futebol, o que fica é o resultado final — complementou.
A situação de torcer para um empate na outra partida também mexeu com o técnico.
—
Eu não tinha participado ainda de uma situação como essa. Coisas
incríveis aconteceram. A equipe que menos se acreditava se classificou
em função de outros resultados que ajudaram a eles. Que as outras
equipes deixaram de fazer, principalmente nós. Poderíamos ter tido uma
classificação calma. O jogo aqui (Olimpia) e lá (Emelec). O futebol, às
vezes, nos deixa perplexos. Fica uma tristeza, em função da atuação.
Tivemos bons e maus momentos. Mas tivemos mais jogando bem do que
jogando mal. Flamengo faz coisa que dificilmente acredita. A equipe foi
firme do primeiro ao último minuto. Foi mais um aprendizado — afirmou
Joel.
A cobrança em cima de Ronaldinho e a resposta em campo do
craque, que atuou bem contra o Lanús, também foram comentadas pelo
treinador, que disse que o camisa 10 precisa se acostumar com isso.
—
Ronaldo é um jogador muito experiente. Já passou por várias situações,
alegria e tristeza, títulos e perdas. Está calejado. É um ídolo. E vive
momentos assim. Pede para ele bater falta, pênalti, ou para não bater.
Por isso ele é o Ronaldinho. A vida do astro é feita com dificuldade. O
jogador, às vezes, desponta e, na primeira carga de cobrança, ele cai de
uma vez e nunca mais levanta. Ele vem convivendo com isso na vida dele
no futebol.
Fonte: extra
Fonte: extra


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