quarta-feira, 11 de abril de 2012

Ausência de advogado adia julgamento de Raphael Souza em Manaus

O julgamento dos réus Moacir Jorge Pessoa da Costa o “Moa”, Mario Rubens Nunes da Silva o “Mário Pequeno”, e Raphael Wallace de Souza, que deveria acontecer nesta quinta-feira (12), foi adiado por solicitação de Raphael que alegou a ausência de um dos seus advogados de defesa, Cleber Lopes de Oliveira, que estará participando de uma audiência em Cuiabá.
A sessão de julgamento foi remarcada para acontecer no próximo dia 28 de junho. Raphael, Moa e Mário Pequeno serão levados a júri popular pelo homicídio do suposto traficante de droga Cleomir Pereira Bernardino o “Caçula”,  assassinado a tiros em janeiro de 2007.

Complexo
Segundo o promotor da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Rogério Marques, o julgamento de Raphael, Moa e Mário Pequeno está sendo visto como um dos mais complexos da pauta de julgamento do primeiro semestre deste ano em virtude de os mesmos terem seus nomes envolvidos diretamente na série de crimes atribuídos à suposta organização criminosa comandada pelo ex-deputado estadual Wallace Souza, pai de Raphael e já falecido.
Por conta dessa complexidade do caso, a juíza Mirza Telma de Oliveira  solicitou ao presidente do tribunal do Amazonas (TJ-AM) que seja feita a reserva de dez apartamentos de solteiro em um hotel da cidade, que não foi revelado, para o pernoite dos jurados e, também, dos dois oficiais de Justiça designados para o caso. Segundo a magistrada, serão julgados três réus e ouvidas 15 testemunhas.
A previsão da juíza é que o julgamento se estenda por mais de 24 horas, já que o crime teve grande repercussão.

A magistrada Mirza Telma também solicitou ao Comando da Polícia Militar do Estado a disposição de 12 PMs com a finalidade de atuarem na segurança dos juízes que vão presidir a sessão, dos dois promotores e, ainda, das pessoas presentes ao auditório.
Moacir Jorge da Costa, o Moa, e Raphael Wallace são réus presos. O primeiro cumpre pena no regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) pelo crime de associação para o tráfico.
Já Moa está  na penitenciária federal de Campo Grande, onde cumpre pena por associação para o tráfico e homicídio do traficante Edilberto Souza do Carmo, o “Edi”, ocorrido em 18 de abril de 2003, pelo qual foi condenado a cumprir 15 anos de prisão em regime fechado.

‘Serviço’ com várias pessoas
O crime de “Caçula” foi presenciado por várias pessoas que reconheceram Raphael e “Moa” como os homens que atiraram na vítima. O envolvimento de Wallace, de acordo com os autos, está no fato de que ele teria pagado o aluguel do carro utilizado para a prática do crime - um Fiat Uno, cor prata. O veículo foi utilizado por Raphael, “Moa” e “Pequeno” para “fazer o serviço”.
Testemunhas contaram que, depois de ter matado “Caçula”, Raphael Wallace ligou para o próprio pai dizendo que tinha vingado a morte do tio, que se chamava Ulisses.
Ainda segundo testemunhas, o ex-deputado respondeu dizendo: “Esse é o meu filho”. Em seguida, Raphael foi para casa, tomou banho e foi lanchar tranquilamente.

Para evitar argumentos
O pedido de Raphael Wallace de Souza para o adiamento do julgamento foi acatado pela juíza da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Mirza Telma de Oliveira, que determinou que fosse juntado aos autos.
Antes, Mirza Telma solicitou que também fosse juntado aos autos a cópia do despacho que teria pautado ou designado a referida audiência do advogado em Cuiabá.
Em seu despacho a magistrada disse que Raphael bem que poderia ser assistido por outros advogados habilitados mas para que, futuramente o réu não venha alegar cerceamento de defesa e prejuízo na sustentação oral durante a sessão do júri, face a ausência do advogado Cleber, a magistrada acolheu o pedido e determinou o adiamento do julgamento.

Segundo investigações feitas pela polícia, “Moa” e Raphael Wallace foram os autores dos disparos que mataram “Caçula”, enquanto “Mário Pequeno” serviu de motorista para a dupla. O ex-deputado Wallace Souza também era um dos réus do processo. Devido à sua morte foi declarada pela Justiça a extinção da sua culpa.
Fonte: Acrítica

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