Morreu na noite deste sábado, 7, o jornalista Mike Wallace, que foi o
"rosto" do programa de jornalismo investigativo "60 Minutes", do canal
CBS, por quase 40 anos. Wallace tinha 93 anos, e passou seus últimos
momentos de vida ao lado de sua família em uma clínica em New Haven, no
Estado de Connecticut, onde vivia. A informação foi dada por meio de
comunicado e na programação de domingo de manhã da CBS.
"Não há perguntas indiscretas", era uma de suas frases mais famosas.
Wallace trabalhou em cerca de 800 reportagens para o "60 Minutes", e
entrevistou praticamente todas as pessoas que viraram notícia nos
Estados Unidos e internacionalmente. O jornalista ganhou 20 prêmios
Emmy.
Wallace tinha um estilo implacável de interpelar seus entrevistados, o
que lhe rendeu não só prêmios, mas também críticas -- alguns
consideravam seu estilo agressivo e demasidamente teatral.
O jornalista também se envolveu em um processo de 120 milhões de
dólares por calúnia. Embora não tenha havido condenação nem contra ele,
nem contra a CBS, o caso culminou em uma depressão que o fez tentar o
suicídio.
Wallace entrevistou todos os presidentes dos EUA desde John F.
Kennedy, com exceção de George W. Bush, e dezenas de outros líderes
mundiais, como Yasser Arafat, o aiatolá Khomeini e Deng Xiaoping.
Outros entrevistados vão de Malcolm X a Janis Joplin, de Martin
Luther King Jr. ao astro da tevê Johnny Carson, do pianista Vladimir
Horowitz ao fundador da Playboy, Hugh Hefner.
Myron Leon Wallace nasceu em Brookline, Massachusetts, em 9 de maio
de 1918. Formou-se em 1939, foi casado quatro vezes, e deixou uma filha,
Pauline, e um filho, Chris. Wallace também teve outro filho, Peter,
falecido em 1962.

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