sábado, 7 de abril de 2012

A Policia Federal investiga presidente da Câmara

Ex-vereador Carlos Lopes (à direita) encaminhou relatório à Polícia Federal no último dia 4
A Superintendência da Polícia Federal no Amazonas está finalizando os depoimentos com vereadores, agricultores e pecuaristas do município de Borba para concluir o inquérito policial que investiga o suposto envolvimento do atual presidente do Legislativo municipal, Simão Peixoto (PTB), no esquema de fraude no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Desde 2010, as denúncias — levadas por um agricultor ao Plenário da Câmara — estão sendo investigadas tanto pelo Legislativo, quanto pela Polícia Federal no Amazonas.

Segundo o agricultor, o vereador Simão Peixoto intermediava as compras de equipamentos e insumos superfaturados com os recursos repassados para as contas dos demais agricultores e pecuaristas, mas os bens não eram entregues.

Em 2010, o vereador chegou a ser afastado dos trabalhos legislativos por 30 dias até que as acusações fossem apuradas. O afastamento se deu após conclusão de uma representação na Comissão de Ética da casa que identificou intermediações econômico-financeiras realizadas pelo vereador — para benefício próprio — junto a pecuaristas por meio de projetos financiados pelo Pronaf.

O atual presidente da Câmara de Borba, vereador Simão Peixoto (PTB), respondeu às comissões de Ética e Parlamentar de Inquérito (CPI) instauradas na casa por prática de extorsão aos pecuaristas e agricultores de Borba; retenção de verbas que seriam liberadas pelo Banco da Amazônia (Basa) aos agricultores e pecuaristas em conta pessoal; por conduta desrespeitosa e enriquecimento ilícito.

O relatório conclusivo das duas comissões foi encaminhado na última quarta-feira (4), à Superintendência da Polícia Federal no Amazonas pelo ex-presidente da Câmara, vereador cassado Carlos Lopes (PCdoB).

Disputa política
Os vereadores são líderes de dois grupos políticos opostos na Câmara Municipal de Borba e travam uma “guerra” de acusações desde 2010 após as denúncias referentes ao Pronaf.

Em 2011, Carlos Lopes foi acusado de aliciamento de menores de idade, favorecimento à prostituição e por ter supostamente abusado sexualmente de jovens no município.

Por causa das denúncias, o vereador comunista foi cassado no final do mês passado pelos demais parlamentares da Câmara. Ele recorreu da decisão e até que o recurso seja julgado, Simão Peixoto está à frente do Legislativo.

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