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Segundo o presidente da Associação que representa o setor das bebidas frias, como águas, cervejas e refrigerantes, não há como absorver mais um aumento de imposto com redução da margem |
O aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), previsto
para o setor de bebidas frias como forma de compensar a queda da
arrecadação tributária incluída na nova versão do Plano Brasil Maior,
vai ser repassado ao consumidor, informou hoje (10) o presidente da
Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não
Alcoólicas (Abir), Herculano Anghinetti, após reunião com o secretário
da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto.
“Em 2011, absorvemos o aumento e chegamos ao limite. As indústrias já
absorveram parcialmente a alta dos tributos [15%]. O setor não tem como
absorver mais um aumento de imposto com redução da margem [de lucro].
Com esse anúncio de aumento que está por vir, a indústria não tem mais
capacidade de absorção. [O aumento] Vai ser repassado, criando um
círculo vicioso. O aumento de imposto impacta no custo e diminui a
venda”, disse.
Para compensar a renúncia fiscal de R$ 60,4 bilhões do pacote de
estímulo à competitividade industrial anunciado na semana passada, o
governo informou que vai aumentar a tributação das chamadas bebidas
frias, como águas, cervejas e refrigerantes. Mesmo sem ter o aumento da
alíquota definida, a estimativa do representante do setor é que o
impacto do imposto mais alto fique entre 2% e 3% do valor final do
produto.
Anghinetti disse ainda que, com a nova tributação, investimentos
anteriormente previstos de R$ 7,9 bilhões podem ser suspensos. “A gente
está buscando a não alteração da pauta para que não tenha que alterar os
preços finais e diminuir a capacidade de investimentos”, destacou o
presidente da Abir.
O setor reivindica que a tabela de preços das bebidas, sobre a qual
incidem tributos, não seja reajustada neste ano. O aumento desses
valores implica maior carga tributária para as indústrias. Em 2010, a
Abir e o governo chegaram a um acordo que permitiu o congelamento da
tabela usada de base para tributação. Por outro lado, o setor investiu
R$ 5,4 bilhões no ano.

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