quarta-feira, 16 de maio de 2012

Tese ridícula

A Folha de S. Paulo saiu hoje com a tese ridícula defendida no título de que “temendo risco no mensalão, PT desiste de ouvir procurador”. O ridículo está no fato que o procurador-geral da República já terminou sua participação na instrução da Ação Penal 470 no Supremo Tribunal Federal, indevidamente chamada de “mensalão”. Não há nem pode haver, portanto, qualquer relação entre uma coisa – a necessidade de que o procurador-geral dê explicações à CPMI e ao país –, e outra, o processo no Supremo.

O argumento é pueril até porque a cobrança de explicações por parte da PGR é de parlamentares, inclusive da oposição, e de parcelas importantes da tão falada opinião pública. Ao mesmo tempo, a matéria entra em contradição com o título ao trazer a informação de que “o relator da CPI, Odair Cunha (PT-MG), não descarta votar uma nova convocação caso a resposta de Gurgel seja insatisfatória”.
 

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