É a primeira vez também que a marca histórica do rio Negro é registrada
no mês de maio. O índice anterior, de 29,77 metros, foi medido no mês de
julho de 2009-- agora segunda maior enchente. A terceira grande cheia
aconteceu em junho de 1953 com 29,69 metros.
Na capital amazonense, a cheia do rio Negro afeta 29.015 pessoas com inundações nas casas, comércios e pontos turísticos.
A medição recorde do rio Negro foi realizada por volta da 7h de hoje
pelo engenheiro do porto de Manaus, Valderino Pereira da Silva, 63. Ele é
o responsável pela marcação há 23 anos.
| Divulgação-15.mai.12/Prefeitura de Manaus | ||
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O avanço das águas no centro de Manaus levou prefeitura a interditar parte da av. Eduardo Ribeiro
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Silva disse que, entre ontem e hoje o nível do rio subiu três
centímetros, ultrapassando a marca de 2009. Com o novo recorde, diz o
engenheiro, o rio Negro subiu 13,08 metros desde a última vazante,
quando as águas baixaram até 16,76 metros, conforme registro em outubro
de 2011.
O Serviço Geológico do Brasil, órgão federal que monitora dos rios
brasileiros, não descarta que o nível do rio Negro possa subir ainda
mais, conquistando novos recordes.
O motivo da elevação anormal das águas são as fortes chuvas que
acontecem na região metropolitana de Manaus e, no extremo norte do
Amazonas, onde se localizam as nascentes do Negro.
"A tendência é que o nível do rio Negro continue subindo até alcançar o
pico da cheia máxima", afirmou o engenheiro hidrólogo Daniel Oliveira.
No último alerta emitido pelo Serviço Geológico do Brasil o recorde do
nível do rio Negro já era aguardado pelos técnicos. No dia 02 de maio o
alerta dava conta que o nível do rio Negro poderia atingir entre 29,40
metros e 30,13 metros, com intervalo de 29,77 metros.
"A ideia não é acertar um número. É dizer para Defesa Civil que a
enchente é extremamente grande e vai continuar até o mês de junho,
afetando grande parte da população de Manaus", afirmou Oliveira.
As inundações causadas pela cheia do rio Negro atingem 16 bairros de
Manaus. No centro da cidade, treze ruas estão alagadas, sendo quatro
interditadas pela prefeitura. A água atinge pontos turísticos e 140
pontos comerciais.
Na ruas, pedestres andam em passarelas improvisadas de madeira,
substituindo as calçadas. A prefeitura, o governo do Amazonas e as
Forças Armadas fazem ações de ajuda humanitária com entrega de
alimentos, medicamentos e uma bolsa enchente.
Fonte: http://www.folha.uol.com.br/

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