terça-feira, 24 de março de 2015

Presidente Figueiredo: A Cidade do Turismo Ecológico



A cidade das cachoeiras - Presidente Figueiredo é ideal para quem deseja aproveitar o fim de semana ao lado da família e entrar em maior contato com a natureza ou praticar esportes radicais, o município de Presidente Figueiredo, localizado a 107km de Manaus, é uma boa opção.
O trajeto até a cidade, dura em torno de duas horas pela BR 174, que está bastante conservada. No caminho, já é possível observar belezas naturais, como pequenos lagos, igarapés e uma densa floresta preservada.  


Cachoeira Iracema

A cidade é bastante estruturada, possuindo três agências bancárias, cerca de 25 restaurantes e 20 hotéis, incluindo pousadas entre estas Hotel Maruaga, Pousada da Vilma e Pousada Cuca Legal. Os valores da hospedagem variam entre R$ 150 e R$ 300 reais em finais de semana, e entre R$ 80 e R$ 150 em dias de semana.
Ao chegar a Presidente Figueiredo, o turista pode encontrar na Central de Atendimento ao Turista (CAT), localizada na entrada da cidade, o mapa da região e informações sobre os principais pontos turísticos cuja repartição é comum em todo interior do estado do amazonas.
Além disso, é possível ir até a Associação dos Guias de Selva, localizado na frente da rodoviária da cidade e solicitar os serviços de um guia pagando um valor que deve ser negociado dependendo do tipo de itinerário que o Turista deseja percorrer.


Cachoeira do Santuário

Devido à distância entre as cachoeiras, se o visitante não for de carro, é aconselhável o uso de táxi ou moto-táxi, entretanto a cidade não possui meios próprios de transporte de turistas tais quais: Carruagens, Vans, Ônibus sem teto ou Triciclos panorâmicos.
O roteiro das Corredeiras e Cachoeiras existentes na Rodovia AM 240
As cachoeiras de Presidente Figueiredo variam de 3 a 30 metros de altura. De acordo com o guia Edilson Navarro, dependendo do volume de água dos rios, há períodos em que determinados locais são melhores para se visitar durante a cheia, como é o caso da Cachoeira de Pedra Furada (km 57 da estrada para Balbina - AM 240), e outras que são melhores na vazante, como por exemplo a cachoeira de Iracema (km 115 da BR 174).


Cachoeira das Orquídeas

A estrada de Balbina concentra a maior parte das cachoeiras. Logo no km 6, existe a Caverna do Maruaga e a Gruta da Judéia, ambas próximas uma da outra. Porém, para conhecê-las, é necessário gastar, pelo menos, 2 horas e só pode ser visitada com um guia de selva, por conta da complicada trilha até o local, além de estar área de proteção ambiental.
O nome de Caverna do Maruaga foi dado em homenagem a um chefe Waimiri-Atroari que, segundo a lenda, se refugiou na caverna na década de 60 durante a construção da BR-174. Segundo o guia, a caverna é considerada um dos lugares mais fascinantes da cidade, pois possui mais de 200 metros de túneis e galerias, que eram utilizados como esconderijo pelos indígenas que fugiam dos ataques dos militares.


Grutas e Caverna Iracema e Maruaga

Ao sair da caverna, basta caminhar mais 30 minutos e é possível chegar à Gruta da Judéia. No local, existe uma piscina natural com águas douradas e um paredão rochoso com árvores e cipós. Esse é um dos roteiros preferidos de turistas com um perfil mais aventureiro.
No km 12, é possível encontrar a Cachoeira do Santuário, que pode ser considerada uma das mais bem estruturadas da cidade e conta com chalés que custam R$ 180 o casal, com café da manhã incluso. Para quatro pessoas, o valor da hospedagem é R$ 240 e para cinco pessoas R$ 300. A visita custa R$ 10 por pessoa.
No Santuário, existe um paredão com a imagem de Santa Clara. Segundo o funcionário que trabalha há 15 anos no local, Marco Aurélio, os índios utilizavam a cachoeira para fazer rituais de renovação. Segundo ele, muitos acreditam que a cachoeira renova as energias espirituais, e a pequena espuma que se forma com a forte queda da água faz bem para a pele.
Ainda na AM 240, no km 13, localiza-se a Cachoeira da Porteira, uma das mais escolhidas para camping. O preço da visita é R$ 10 por pessoa, e para acampar custa R$ 15.
Na Cachoeira dos Pássaros, é possível usufruir de turismo rural na época da vazante, e como turismo de lazer durante os 6 meses de cheia dos rios. Com a visita custando R$ 5,  o local possui barracas onde é possível atar rede e passar o dia observando a natureza.
Atividades de 'bóiacross', e tirolesa são oferecidos na cachoeira. O passeio na bóia custa R$ 10, e a tirolesa custa R$ 5 a descida. Para acampar na cachoeira, o valor é de R$ 5 por pessoa.

Lago de Balbina
 Além das cachoeiras citadas, as outras mais visitadas na AM 240 são a Cachoeira Cara da Onça e Sossego da Pantera, no km 20, a Corredeira Rio das Pedras, no km 22,  e a Cachoeira da Pedra Furada e Salto do Ipy no km 57.
O roteiro das Corredeiras e Cachoeiras existentes na Rodovia BR 174
Localizado no km 107 da BR-174, o Parque Urubuí (nome de um pássaro conhecido da região)  é uma área de proteção ambiental, que objetiva conciliar as atividades humanas com a proteção dos recursos naturais.
Quiosques, hotéis, lojas e restaurantes preenchem o parque, conhecido como o ponto central da cidade. Refeições variam de R$40 à R$ 100 reais. O prato mais pedido nos restaurantes é o filé regional de tucunaré, retirado do lago de Balbina e a galinha ao molho.
Ainda na BR 174, precisamente no km 115, localiza-se a Cachoeira de Iracema, uma das mais visitadas de Presidente Figueiredo por conta da infra-estrutura turística. O local possui pousadas e um restaurante.


Galo da Serra

Além das belezas naturais, existem ainda muitos lugares bonitos e exóticos na cidade, todos com histórias e lendas interessantes, que são contadas pelos guias no caminho até as cachoeiras. Um dos passeios mais interessantes é a observação do pássaro Galo da Serra, no qual é possível encontrá-lo juntamente com o seu predador,o pássaro Gavião.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Apesar da proibição, lixões públicos municipais persistem como problema ambiental.



A Lei nº 12.305 prevê, desde 2 de agosto de 2010, que todos os rejeitos do país devem ter uma disposição final ambientalmente adequada em quatro anos. Traduzindo e atualizando o juridiquês, a lei — que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos no país — determina a desativação dos lixões a céu aberto. Na prática, seis meses depois de expirado o prazo, os lixões não foram todos extintos. A estimativa do Ministério do Meio Ambiente (MMA) é que 59% dos municípios brasileiros ainda dispõem seus resíduos em vazadouros a céu aberto ou aterros controlados (lixões com cobertura precária).

Há multa prevista para quem não cumpriu o prazo. De acordo com informações divulgadas no site do MMA, os artigos 61 e 62 do decreto 6.514 de 2008, que regulamenta a lei de crimes ambientais, prevê que quem causar poluição que possa resultar em danos à saúde humana ou ao meio ambiente, incluindo a disposição inadequada de resíduos sólidos, estará sujeito à multa de R$ 5 mil a R$ 50 milhões.

Os municípios de pequeno porte, com menos de 20 mil habitantes, podem elaborar planos simplificados de gestão integrada de resíduos sólidos. Os planos permitem que eles obtenham recursos do Governo Federal, específicos para o manejo dos resíduos e a implantação da coleta seletiva. Segundo o IBGE, até 2013, 1865 municípios haviam declarado possuir planos de gestão integrada de resíduos sólidos nos termos da PNRS. *Matéria publicada na Revista Radis 149. Fevereiro de 2015. 

Presidente Figueiredo permanece na mesma situação, sem aterro sanitário, sem projeto, e sem fiscalização ambiental, utilizando aquele projeto de reciclagem que foi depredado na administração Fernandão, deixando assim de cumprir a lei, sujeitando o erário municipal às sanções estipuladas pela Lei nº 12.305/10 e decreto 6.514 de 2008.




quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

O ABATEDOURO MUNICIPAL DE PRESIDENTE FIGUEIREDO ESTÁ INTERDITADO?



"Abatedouro Municipal de Presidente Figueiredo é um dos poucos do estado que cumpre os padrões básicos exigidos pelos órgãos competentes e passará por reforma em sua infraestrutura" 

(15/05/2013.http://www.presidentefigueiredo.am.gov.br/noticia.php?cod=144)

Com esta manchete divulgada em site oficial da Prefeitura a administração municipal justificava os avanços na agropecuária e na infraestrutura municipal.  
 
Imagem do site da Prefeitura

Imagem do site da Prefeitura

Informava ainda este site municipal que: "Inaugurado no ano de 1999 e em pleno funcionamento há quase 14 anos, o Abatedouro Municipal de Presidente Figueiredo foi criado por meio da Lei Municipal nº. 381, de 05/10/1999, que também regulamentou o Serviço de Inspeção Municipal (SIM). Funcionando em espaço próprio e com a infraestrutura dentro dos padrões de higiene e sanitários, a média é 40 a 50 animais abatidos semanalmente – número superior no período de feriados prolongados, quando a cidade recebe um maior quantitativo de turistas. Toda a carne produzida só é enviada para o consumo se receber a certificação com o selo do SIM". 

"O controle de qualidade e sanitário é feito diariamente por um médico veterinário, responsável pela inspeção de todos os animais. No momento em que o boi é abatido, o médico vai inspecionar os órgãos vitais: fígado, coração, pulmão. Detectado algum problema como uma tuberculose ou brucelose, por exemplo – doenças que podem ser contraídas pelo homem através do consumo da carne contaminada –, é diagnosticado que aquela remessa está imprópria para o consumo, recebendo outra destinação". 
(informações: Secretaria de Comunicação - Presidente Figueiredo no site http://www.presidentefigueiredo.am.gov.br/noticia.php?cod=144).

Entretanto, o que o que constatamos no abatedouro foi lastimável, encontra-se em total abandono, sem higiene alguma, em estado de depredação e segundo informações colhidas no local por nossa equipe de reportagem, o abatedouro municipal encontra-se interditado pelos órgãos de fiscalização sanitária por não possuir nenhuma condição sanitária para o abate e processamento dos animais pondo em risco a saúde da população. Pergunta não ofende então de onde vem a carne consumida em nosso município se o abatedouro está interditado?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

A MÁ QUALIDADE DAS OBRAS PUBLICAS EM PRESIDENTE FIGUEIREDO.



As obras executadas pelo Prefeito Neilson Cavalcante são de péssima qualidade a exemplo das rampas de acesso de deficientes físicos e cadeirantes, visíveis em nossa cidade, e que têm significados e implicações além dos pontuais transtornos para os usuários até responsabilização cível e criminal diante da lei de improbidade administrativa e responsabilidade fiscal.

Rampa de acesso a cadeirantes em praça no centro da cidade


A má administração e o descaso fazem parte de um pacote mais amplo, preocupante, de generalizado desleixo com a qualidade de obras públicas em Presidente Figueiredo e em todo Território Nacional. Há em todo o país vários exemplos de obras publicas que, mesmo tendo supostamente passado pelo crivo técnico dos órgãos de fiscalização e controle, apresentam problemas de toda ordem ─ de concepção, execução ou de funcionamento. Nesse pacote, pontos comuns aos processos de contratação e acompanhamento de obras ajudam a entender o porquê do descompromisso com o dinheiro público, a segurança e bem-estar dos usuários de serviço público.



O mais comum de todos na cadeia dos descasos, é ditado pelo calendário eleitoral: apressa-se a contratação e execução de projetos de obras publicas de olho em dividendos nos palanques políticos.
No caso da habitação popular, a exemplo da terraplanagem do loteamento da Associação de Mulheres de Presidente Figueiredo e Bairro Galo da Serra demonstram pouco criteriosa maneira como a Caixa Econômica Federal, o grande agente público de financiamento de moradias populares vem analisando os projetos. Há, ainda, fatores que precisam ser considerados como o aumento do preço de terrenos, o encarecimento de material, da mão de obra. Mais um motivo para haver rígida fiscalização dos canteiros pelo poder público, o que, aliás, não vem acontecendo em Presidente Figueiredo.


Terraplanagem do Bairro Vale das Nascentes

A exemplo desses fatores a Controladoria-Geral da União - CGU incluiu, em seus relatórios, outra causa da má qualidade dos projetos de engenharia contratados por governos municipais, estaduais e Federal: mais de 90% dos municípios brasileiros não têm no quadro permanente profissional qualificado de área técnica para elaborar editais de contratação de empreendimentos. São injunções que explicam ─ mas nenhuma delas justifica ─ a banalização da baixa qualidade de execução e edificação no setor.
Conforme noticiado na imprensa a Caixa Econômica Federal ameaça excluir de sua carteira de negócios construtores de obras mal feitas para o programa Minha Casa, Minha Vida, demonstrando que está caminhando na direção certa para tentar mudar a cultura das obras mal acabadas.
Espera-se que, além de tardia em relação a empreendimentos desastrosos como as obras de Presidente Figueiredo (conjunto habitacional no bairro Galo da Serra e Loteamento na BR 174 - Vale das Nascentes), que consomem milhões de reais somente em terraplanagens em área de preservação ambiental e sem Estudos de Impacto de Vizinhança e Ambiental põem em risco a credibilidade de projetos de cunho popular, habitacionais ou não, a medida não tenha sido anunciada apenas para baixar a temperatura das críticas contra a má qualidade das construções, visíveis a olho nu.


Bairro Vale das Nascentes

O Governante tem o dever legal e moral de zelar por critérios técnicos em licitações e contratações de construtoras, promovendo meios de fiscalização efetiva, para acompanhar projetos e cobrar os padrões mínimos de qualidade, como determina a lei e como se impõe os pressupostos mínimos em respeito à população usuária que paga a conta sempre no final. Presidente Figueiredo precisa de órgãos de fiscalização mais atuantes a exemplo do Ministério Público, Tribunais de Contas e Câmara de Vereadores. 

Ginásio do bairro galo da Serra destruído pelo vento