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Regra em debate atingiria cargos de confiança e comissionados |
Os conselheiros Jorge Hélio e Marcelo Nobre concordaram
com a proposta, mas um pedido de vista do conselheiro Fernando Tourinho
Neto adiou a decisão para data ainda indefinida. Outros 12 integrantes
do CNJ também precisam votar. Caso seja aprovada, a regra será aplicada
às Justiças Federal, Eleitoral, Estadual e Militar e aos Tribunais de
Contas.
Reforço à moralidade
A sessão desta
segunda-feira foi presidida pelo ministro Ayres Britto, vice-presidente
do CNJ, que assume a presidência do Conselho e também do STF no dia 19
de abril. Apesar de não ter votado, ele defendeu a proposta de
resolução, que classificou de “extremamente louvável”. Para Ayres
Britto, a nova regra se insere no princípio da moralidade administrativa
previsto na Constituição Federal. O ministro afirmou que a liberdade
para preencher cargos de confiança e comissionados é limitada.
- O
administrador é livre para nomear sem o concurso. Mas não é livre
autoridade para nomear qualquer um que tenha uma biografia
contraindicada para o serviço público, porque caracterizada de um
passivo penal avultado - disse Ayres Britto.
O ministro lembrou que o CNJ foi o primeiro órgão a proibir o nepotismo, norma mantida pelo STF.
-
O Judiciário, por decisão do CNJ, foi o primeiro poder da República a
cortar na própria carne quanto a esse ponto de fragilidade no país que é
o nepotismo. O Poder Judiciário brasileiro pode se orgulhar de ter
liderado esse movimento. O Judiciário brasileiro está na vanguarda do
processo de saneamento dos novos costumes - afirmou o ministro.
Os
conselheiros Silvio Rocha e Wellington Saraiva não votaram, mas
alertaram para o perigo de adotar parte da proposta de Dantas que proíbe
a renovação de contratos com empresas terceirizadas que coloquem à
disposição dos tribunais empregados com antecedentes criminais. Eles
lembraram que a exigência inviabilizaria o programa Começar de Novo, do
CNJ, que busca reinserir pessoas condenadas no mercado de trabalho.

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