quarta-feira, 25 de abril de 2012

Deputado do PT acha que CPI contra Agnelo é produto de 'chantagem e achaque'

DEPUTADO CHICO LEITE TAMBÉM VÊ MAU-CARATISMO NA ORIGEM DA CPI
O clima esquentou, durante a reunião desta quarta-feira do governador do DF, Agnelo Queiroz (PT), com deputados que o apoiam na Câmara Legislativa do DF. Todos parecem perplexos com a atitude do presidente da Câmara, deputado petista Cabo Patrício, que viabilizou a criação da CPI da Arapongagem com o objetivo de constranger Agnelo Queiroz, com quem se desentendeu. A certa altura da reunião, o deputado distrital Cristiano Araújo (PTB) sugeriu que se estabelecesse uma negociação com Patrício para a solução de suas desavenças com o governo, mas foi interrompido pelo deputado federal Paulo Tadeu (PT), que é o atual secretário de Governo, para afirmar que todas as conversas têm sido inúteis. O deputado Chico Leite (PT), o campeão de votos na Câmara, foi incisivo. Sem citar nomes, Chico Leite afirmou que "a chantagem, o achaque e o mau caratismo não podem ser premiados na política". Considerado mentor político de Cabo Patrício (ambos fazem parte da mesma facção do PT), Paulo Tadeu dosse que não faltaram conversas com o presidente da Câmara Legislativa. As relações de Patrício com o governador já estavam estremecidas desde a recusa de Agnelo de usar o peso político do seu governo para alterar a lei e permitir sua reeleição na presidência da Câmara. Mas o rompimento ocorreu quando Agnelo decidiu demitir o comandante-geral da Polícia Militar do DF, que Patrício indicara, para pôr fim à insubordinação que viabilizou a Operação Tartaruga da PM, aumentando dramaticamente os indicadores de criminalidade na capital do País.

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