O
ex-deputado federal Roberto Jefferson, que jogou excrementos no
ventilador denunciando o mensalão na Câmara dos Deputados e acabou
cassado, transformando-se em um dos réus do processo, abriu a fogo
contra o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), por conta do seu
suposto envolvimento com Dadá, o araponga de Carlos Cachoeira:
"Esta
relação de Protógenes, o delegado da Satiagraha, e Dadá, o araponga do
bicheiro, é assunto mais do que gordo, suficiente não só para um
processo no Conselho de Ética, mas também para encher uma CPI inteira.
Afinal, alguém precisa investigar o investigador. Protógenes perdeu o
controle e mostrou ao Brasil o quanto de informalidade, ilegalidade e
interesses pessoais escusos envolvem as operações midiáticas da PF. A
Satiagraha, obra novelesca do ex-delegado, balança nos tribunais e está
prestes a cair. Mas, de resto, ninguém quer falar disso. O problema
maior com Protógenes não são as conversinhas com Dadá e as mentiras
sobre as relações dos dois (apesar de só isso já ser extremamente
sério). O mais grave aqui é ter o araponga de um bicheiro imiscuindo-se
em uma operação da Polícia Federal e esbaldando-se no Guardião que a
todos ouve. A Satiagraha, obra de Protógenes, já teve tantos problemas
revelados, que incluem até alteração de provas, que merecia por si só
uma investigação séria e pública. O resultado, é previsível, mostrará
que nossos guardiões da pátria pulam nas ‘cachoeiras’ que afogam os
moralistas hoje caídos.”.
O Brasil, ainda não passado definitivamente a limpo, é um desses países em que a polícia delinque para investigar delinquentes.
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