Enquanto as teles vendem internet 3G e entregam 0,5G, o governo iniciou ontem (13) o leilão da tecnologia 4G.
As
teles, como não têm que entregar o que vendem, pagaram um ágio médio de
34,5% sobre o preço dos lances iniciais e o governo arrecadou, em vinte
licenças de provimento de 4G, um total de R$ 2,72 bilhões.
As
duas maiores licenças para prover 4G foram arrematadas pela Vivo (R$
1,05 bilhão) e pela Claro (R$ 844,5 milhões). Depois veio a TIM (R$ 340
milhões) e a Oi (R$ 330,8 milhões).
Resumindo o
lance: as compradoras não vão coçar o bolso (o BDNES vai financiar a
aquisição), não vão precisar investir em tecnologia (só vão aumentar a
largura de banda 3G para nos enganar e vender como 4G), e nós vamos
pagar o financiamento comprando os planos 4G só para termos, pelo menos,
1,5G.
Nesta lógica, seria aconselhável o governo
inventar a banda 6G e leiloar: aí as teles, enfim, ao comprarem o
provimento, entregariam a metade e teríamos, de vera, 3G no Brasil.
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