quarta-feira, 9 de março de 2016

ESGOTOS A CÉU ABERTO E DEJETOS DESPEJADOS NA CORREDEIRA DO URUBUÍ TORNAM O BALNEÁRIO IMPRÓPRIO AO BANHO E AMEAÇAM O LENÇOL FREÁTICO

A situação em Presidente Figueiredo sem as ligações do hospital e dos domicílios próximos aos sistemas de esgoto é causa de preocupação dos banhistas. Esgoto – doméstico, comercial e hospitalar – despejado nas ruas, no solo, no rio Urubuí e igarapé dos veados que cortam a área urbana. Consumo humano de água do lençol freático contaminada pelo esgoto lançado no solo. As denúncias mostram que até mesmo em frente a Prefeitura na cidade corre esgoto a céu aberto em direção ao Urubuí.
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Há risco de prosseguir com o acesso de banhistas no balneário do Urubuí nessas condições, constata-se contaminação pelas águas subterrâneas pela parte sólida do esgoto acumulado por décadas nas fossas rudimentares, já que o lençol freático vai subir e as fossas serão “afogadas”, causando doenças sérias que podem levar a morte, já que é do lençol freático de Presidente Figueiredo que a maior parte da população retira a provisão de água para consumo.
A resolução do problema está na identificação, limpeza e desativação de todas as fossas rudimentares e outros meios inadequados de disposição e destino final de esgoto, combinado com a efetiva ligação das residências à rede coletora de esgotamento sanitário. Conjuntamente, deve haver a conclusão do sistema de abastecimento de água potável da cidade de Presidente Figueiredo, fornecendo a população água tratada com a respectiva limpeza e desativação dos poços artesanais, que funcionam sem nenhum controle sanitário e de outorga da União. Aduz o vereador Alexandre Lins que formulou junto ao Ministério Público da Comarca de Presidente Figueiredo pedido de providencias
A Organização das Nações Unidas “reconhece o direito à água potável e limpa e ao saneamento como um direito humano que é essencial para o pleno gozo da vida e de todos os direitos humanos”, isso demonstra que Presidente Figueiredo viola a esse direito, além de desrespeitar o direito ao meio ambiente, à saúde e educação das pessoas. Presidente Figueiredo pode engrossar uma triste estimativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), de que 1,5 milhão de crianças entre zero e cinco anos morrem todos os anos em decorrência da diarreia, uma doença evitável com saneamento básico e acesso a água potável.

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